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novembro 15, 2010

Sussurro o seu nome como quem pede proteção, nos acessos de medo, nas horas escuras, e antes de dar o passo decisivo. Digo o seu nome como quem mastiga um pedaço do sol, distraída, lembrando a dança e o calor. Entoo o seu nome como quem faz um encantamento, diante da guerra iminente, e se atira ao inevitável com um escudo dentro do peito. Grito o seu nome como quem ergue uma arma, para fazer tombar os inimigos, para que ele ecoe acima do trovejar da batalha. E no instante final, quando tudo estiver perdido, o seu nome selará meus lábios, e me guiará de volta a você. 

4 Comentários leave one →
  1. novembro 17, 2010 12:00 am

    inspiradíssimo…

  2. janeiro 27, 2011 11:55 am

    Muito bom!!!

    Parabéns pelos textos e pelo Blog!

    • Juliana Link Permanente*
      janeiro 28, 2011 2:12 am

      Muito obrigada! Já faz um tempo que não escrevo, mas ler palavras como as suas me deixa morrendo de vontade de voltar!

  3. julho 29, 2011 2:49 am

    Ju… você não existe!!!

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