novembro 15, 2010
Sussurro o seu nome como quem pede proteção, nos acessos de medo, nas horas escuras, e antes de dar o passo decisivo. Digo o seu nome como quem mastiga um pedaço do sol, distraída, lembrando a dança e o calor. Entoo o seu nome como quem faz um encantamento, diante da guerra iminente, e se atira ao inevitável com um escudo dentro do peito. Grito o seu nome como quem ergue uma arma, para fazer tombar os inimigos, para que ele ecoe acima do trovejar da batalha. E no instante final, quando tudo estiver perdido, o seu nome selará meus lábios, e me guiará de volta a você.
4 Comentários
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inspiradíssimo…
Muito bom!!!
Parabéns pelos textos e pelo Blog!
Muito obrigada! Já faz um tempo que não escrevo, mas ler palavras como as suas me deixa morrendo de vontade de voltar!
Ju… você não existe!!!