12h11 – sexta-feira

2009 Fevereiro 6

Vazia – a sexta-feira. Nenhuma tarefa a terminar, nenhuma promessa a cumprir, nenhum horizonte a cobiçar, nenhum gemido a abafar. Ânsias, desapontamentos, tudo vão, arrastado na correnteza do tempo. Gasto os minutos que não passam enfeitando a folha com palavras soltas, sem ao menos esperar que se deem as mãos. Ainda não percebi, mas cada uma delas, aos cochichos, riem-se da minha ingenuidade: são, todas, o seu nome disfarçado.

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