A menina olha para mim com um sorriso esperto. Bochechas rechonchudas, laço de fita na cabeça como não se usa mais, vestidinho vermelho de boneca. Sua presença destoa de todo o resto, no boteco decadente do centro. Em meio às vagabundas e pretensos machões enchendo a cara, garotas estridentes fazendo tipo de modernas e um barman mal-humorado, é a única sem medo de me encarar de frente. Fica bem diante da minha mesa, cheia de possibilidades, os braços abertos. É pena, contudo… A única criatura realmente viva nesta noite não passa de uma estampa na geladeira velha de cervejas.
No boteco – I
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Adorei, Jú. Vi a geladeira!!!!! rs….